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Com zero senso de urgência criada pelas redes sociais, venho fazer um post de agradecimento, a todos que somaram para que a turnê da banda Valika acontecesse. Breves palavras.

Foram 3 dias desafiadores, rodamos pelo menos 360km, sem contar o deslocamento deles de Porto Alegre/RS para São Paulo/SP.

Saímos em uma sexta-feira de trânsito intenso de São Paulo rumo a Sorocaba. Chegando em Sorocaba, um dilúvio que quase inundou o Edenground, mas a coletividade e rodos ajudaram a deixar o local seco após a chuva, quintal underground com ótima receptividade do pessoal do bar e público da cidade e região, tocaram ainda as bandas Dischavizer, Bestia Punk e Chrup da Rep. Tcheca, infelizmente a Ignóbil não pode comparecer. Esse rolê aconteceu com a ajuda do mano Nader.

No Sábado, jogando em casa, fomos ao NIÁ núcleo em mais uma parceria do selo com o núcleo, gerido pela Renata Campos, local importante para a difusão da cultura underground na cidade de São Paulo. Mesmo com o público diluído em diversos shows pela cidade, teve um público massa e além do show das bandas Discrepante, Imminent Doom e Death Lótus, foi um dia de aprendizado, reflexões e coletividade.

Domingo, mais uma ida ao interior, desta vez para Jacareí, rolê que aconteceu graças ao Zanata e Yohan, chegamos no Rock Lanches, se não me engano o pico é uma oficina mecânica durante os dias da semana, galera foi chegando e pouco depois do horário do início dezenas de pessoas estavam no rolê, desta vez tocaram Alma Sebosa, Cruento e Deathcharger. Valika encerrou a noite com uma apresentação empolgante, que me fez deixar as dores de velho de lado e entrar na roda depois de muitos anos. Voltamos para São Paulo, cansados, com a sensação de ter vivido dias criativos, empolgantes e regenerativos.

Pela primeira vez eu organizei 3 shows seguidos, já tinha organizado 2, hahaha. Não sou produtor de shows e eventos e nem tour manager, mas quando posso e consigo, me disponho em ajudar as bandas do underground e fazer o movimento, circular, compartilhar, trocar ideias e pensamentos, aprender e tentar fazer as coisas do jeito que acreditamos.

Estar com a banda Valika, com essas 4 pessoas sorridentes, alegres e empolgadas por dividir o som que fazem em 3 apresentações no estado de São Paulo, foi de uma emoção positiva, que estava faltando em meus dias no underground. Para lembrar o porque me encantei e sempre quis colaborar conforme eu podia, seja tocando, organizando shows, produzindo e realizando documentários e videoclipes, colando em shows, fazendo fanzines, adquirindo e lançando material das bandas.

Estar envolvido com o underground é por paixão, sem esperar ganhos financeiros, sem querer ser maior ou menor do que os outros, mesmo que a gente se sinta nessas posições muitas vezes, as influências da vida social fora do underground entram por toda pessoa que está envolvida, isso faz a nossa micro comunidade do barulho ser muitas vezes reflexo do macro, mas há uma tentativa que seja, de ser algo diferente, de buscar algo diferente, uma fuga momentânea pelo menos, uma fuga que deixa resquícios em nossos atravessamentos cotidianos, até que esses resquícios se tornem amálgamas e já não saibamos o que influenciou o que.

Que possamos compartilhar mais momentos juntos no futuro!!!!

Corre pelo selo Cosmonauta Submerso Gravações.

May 28
at
8:33 PM
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