Welles é um homem do século XVI, ou, mais precisamente, um homem da Renascença. Ele pertence a essa família de espíritos que compreende Maquiavel, Cervantes, Montaigne e Shakespeare. Plasticamente, é aos grandes barrocos que temos de compará-lo (com a condição de compreendê-lo além de Tintoretto, Rubens, Bernin e O Greco). Ele ressuscita essa ética da virtu, elaborada no século XV italiano e tão magistralmente incarnado por Malatesta, Baglioni e César Borgia.