“Os jornais publicaram uma notícia de que Trotsky falaria em Copenhague. Meus chefes ficaram animados – mas, quando eles olharam em volta, eles viram que tinham enviado todos os fotógrafos para cobrir os eventos que ocorriam na Alemanha. Somente eu estava lá. Então, eles disseram: “Vá!”.
Minha partida foi uma comédia. Eu tinha um velho passaporte e nenhum visto. Compraram-se uma passagem de primeira classe e viajei com estilo como um ministro. Quando o condutor veio inspecionar o passaporte e o visto – tirei um menu de um restaurante e dei a ele entre muitos outros papéis importantes de serem inspecionados – e ele ficou desconcertado – mas eu falei mais rápido e mais do que qualquer outro passageiro de primeira classe que ele já encontrou, a ponto de ele finalmente assentir e autorizar minha passagem.
Ninguém podia tirar fotos porque Trotsky nunca quis ser fotografado. Havia fotógrafos de todo os lugares do mundo com suas câmeras de caixa grande – nenhum poderia entrar. Eu tinha uma pequena Leica em meu bolso, então ninguém pensou que eu era fotógrafo. Quando alguns trabalhadores foram levar alguns tubos de aço à sala, eu me juntei a eles com minha pequena Leica para ver Trotsky.”
Saiba porquê a única coisa real nessa história são as fotos de Capa no novo post da OBSCURA: