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Parabéns pela lucidez e pela habilidade em articular tantas memórias e tantas poéticas. Seu texto mexeu comigo e tbm articulou memórias por aqui. Meu avô era segurança do INAMPS, fazia muito tempo que não lia essa palavra. Ele é autodidata, do polígono da seca, não teve oportunidade de estudar mas me lembro dele se esforçando pra ler Jorge Amado, ele lia em voz alta para poder compreender o texto a partir da oralidade. Eu percebia a sua dificuldade e hoje me ressinto da vergonha que sentia. Todos os avôs de minhas colegas eram doutores, fui bolsista em colégios particulares e só mais tarde consegui reconhecer que a desigualdade era projeto e não incompetência. Hoje também escrevo e percebo de forma nítida que de fato somos a materialização do sonho dos nossos ancestrais. Luto pra não ter vergonha e sim orgulho disso.

Nov 8
at
9:08 AM

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