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A gente hoje fica escrevendo preocupado em “não parecer texto feito por IA”. Mas aqui estou, lendo a versão traduzida de “O Poder do Hábito” e tem 3 parágrafos começando com “No entanto,”. Também estou lendo “Messias de Duna” e repetidas vezes encontrei parágrafos com mais de uma construção do tipo “uma coisa: outra coisa”. (deve ter um nome bonito pra isso, mas eu não gostava das aulas de português que eram mais preocupadas em dar nomes para as coisas).

A IA escreve “não é sobre isso, é sobre aquilo” porque muita gente escreve assim. Outro dia, o ChatGPT meteu um “isso é potente”, expressão que assombrou minha mente em 2020. Ontem, uma amiga mandou um print de um e-mail que dizia “Em um mundo mais conectado e acelerado”, dizendo que era IA (provavelmente com razão). Mas quantas vezes a gente já não viu essa frase antes da chegada das LLM? Todo clichê, um dia, já foi um belo texto.

No fim, lembro do meu amigo Robinho que sempre diz: ninguém liga.

Jan 15
at
10:01 AM
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