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A Igreja é Una (Parte 1)

"se um homem abandona a Cátedra de Pedro sobre a qual a Igreja foi construída, pensa que está na Igreja?" (São Cipriano. De unit. [Sobre a unidade da Igreja Católica], 4).

Leão XIII (Satis Cognitum):

“Por esta razão, assim como a unidade da fé é necessariamente exigida para a unidade da igreja, na medida em que é o corpo dos fiéis, assim também para esta mesma unidade, na medida em que a Igreja é uma sociedade divinamente constituída, a unidade de governo, que efectua e envolve a unidade de comunhão, é necessária jure divino. "A unidade da Igreja manifesta-se na mútua ligação ou comunicação dos seus membros, e igualmente na relação de todos os membros da Igreja a uma só cabeça" (São Tomás, 2a 2ae, q. xxxix., a. 1). Desta forma, é fácil ver que os homens podem afastar-se da unidade da Igreja por cisão, bem como por heresia. "Pensamos que esta diferença existe entre heresia e cisão" (escreve São Jerónimo): "a heresia não tem um ensinamento dogmático perfeito, enquanto a cisão, através de alguma dissidência episcopal, também se separa da Igreja" (S. Jerónimo, Comentário à Epístola a Tito, cap. iii., v. 10-11). Neste julgamento concorda São João Crisóstomo: "Digo e protesto (escreve ele) que é tão errado dividir a Igreja como cair em heresia" (Hom. xi., na Epístola aos Efésios, n. 5). Por isso, assim como nenhuma heresia pode ser justificável, assim também não pode haver justificação para a cisão. "Nada há mais grave do que o sacrilégio da cisão.... não pode haver necessidade justa para destruir a unidade da Igreja" (S. Agostinho, Contra a Epístola de Parmeniano, livro ii., cap. ii., n. 25).”

Jun 18
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8:10 PM
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