Mais um ano de vida. Talvez, o mais melancólico de todos os aniversários que já tive. Não por tristeza, mas por uma preservação de energia de quem ainda não sabe o que quer, muito menos do que virá pela frente.
O último ciclo foi doloroso, mas derrubar verdades tão encravadas no próprio âmago é assim mesmo. Que o novo ciclo seja uma terra fértil para novas visões de mundo e novos caminhos a serem explorados, sem recorrer aos velhos atalhos.
Não quero voltar a confundir validação externa com realização pessoal. Não quero voltar a me proteger em uma casca que me afaste das pessoas. E o que quero? Talvez, apenas voltar a ser mais parecido com a criança que fui: imaginativo, sonhador, afetuoso.
Como cantou Lucio Corsi na música que quero tornar meu mantra:
Quanto é duro o mundo
Para as pessoas normais
Que têm pouco amor ao seu redor
E Sol demais em seus óculos