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Beatriz Bueno publicou um texto detalhando as circunstâncias de sua expulsão do mestrado em Cultura e Territorialidades da UFF (parditude.com/esclareci…).

O que ela relata e sustenta com documentos – e até o momento não houve, por parte da universidade, nada além de um desmentido genérico – é uma campanha de reeducação ao estilo maoísta, levada a cabo por estudantes e por docentes, que termina com o sacrifício da vítima que não se curvou.

Os professores do curso devem ter amplo direito de defesa, aquele que aparentemente foi negado a Beatriz. Mas, confirmado o que ela descreveu, parece claro que eles não têm a menor condição de permanecer no exercício do magistério.

Não tenho opinião sobre o conceito de “parditude”, que foi a causa de tanto ódio contra a mestranda. Está longe de minhas áreas de pesquisa. Mas, por tudo que vi, é algo que se credencia para o debate acadêmico, que tenta se sustentar por meio da busca de evidências e da construção de argumentos.

Uma universidade que aplaude qualquer “epistemologia do cu” que aparece pela frente, mas que silencia uma estudante se ela questiona uma pauta militante, é uma instituição em severa decadência. Precisamos reagir a isso.

Jan 21
at
2:35 PM
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