Há uma coisa que raramente se explica bem a quem nunca emigrou: ninguém parte inteiro.
A ideia de partida é uma simplificação confortável. Dizemos que alguém “foi para o Brasil”, como se tivesse atravessado um oceano e deixado tudo para trás. Mas a realidade é menos limpa, menos geográfica, mais inquieta. Quem emigra não muda apenas de país, muda de eixo. E, muitas vezes, fica suspenso entre dois lugares sem pertencer totalmente a nenhum.
Mar 31
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12:49 PM
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