Preparando-me para a primeira reunião sobre Dom Casmurro, fico cada vez mais intrigado com a reconstituição do passado. O passado é como um armário cheio de coisas de que você nem se lembra. Mas, ao abrir o armário, você deixa que as lembranças venham à tona? Ou só vai abrir o armário se precisar de algo dentro dele, fechando-o rapidamente? Sinto que aqui vou encerrar o ciclo aberto no primeiro Seminário Grandes Textos, que teve como tema «a vida como aventura».