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Essa semana eu vi um vídeo de um rapaz até bem intencionado, com um tom todo professoral, falar sobre o tema “movimento corporal na adoração a Deus". O tema é tão pequeno que me assusto como isso é tema de debate.

Bem, mas isso me fez pensar ”ó, raios, se existe a discussão é porque existe um problema". E um segundo fenômeno me chamou a atenção: a seriedade um pouco desproporcional que teólogos de gabarito deram ao assunto. Ou seja, é óbvio que existe um grande problema.

Para alguns desses teólogos, o problema é a “frieza" dos tradicionais, “resolvida" pelos movimentos carismático e pentecostal. Eu já penso que é exatamente o oposto. É o exagero vergonhoso das manifestações emocionais que os ambientes carismáticos permitem e toleram que levantam debates sobre assuntos tão… simples, para não ser injusto.

Sem o exagero de vertentes carismáticas ninguém pensaria que seria um assunto de debate o bater palmas durante um cântico, o levantar as mãos em alegria limpa e lúcida, e coisas do tipo.

Eu tenho muita dificuldade com esse tipo de coisa em uma liturgia, porque para mim é uma coisa muito séria, embora alegre, e o que eu menos quero em um momento sério é dançar ou gritar. Mas eu sei que isso é uma postura pessoal e não normativa. Realmente, não é um assunto difícil, e só de existir o debate é mostra que estamos desperdiçando tempo. Deus tenha misericórdia de nós.

May 27
at
8:50 PM
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