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Capitano,

estou na Itália desde segunda, numa viagem familiar, e hoje comprei o La Gazzetta dello Sport para ver o que falam da Copa. A capa anuncia que vai começar a “Copa dos Sonhos”, que tem como favoritas Espanha, França e Argentina. “O Brasil não é uma das favoritas e isso já não é um escândalo”, diz o jornal, que recorda que desde 2014 o Brasil não chega às semifinais do torneio. Na mesma prateleira do Brasil, dos que são “incertezas”, estão Inglaterra, Colômbia, Portugal, Alemanha e Noruega. “Não estão Ronaldo nem Ronaldinho Gaúcho, mas é o Brasil”, diz a Gazzetta.

Hoje à tarde liguei a tv e passava a final da Copa de 2006. Uma espécie de tortura, não? No início do terceiro Mundial seguido em que os italianos não estão, resolvem passar a final de 20 anos atrás, quando venceram os franceses, para lembrar que um dia foram uma superpotência do calcio.

Sobre a seleção dos escritores, a Cervantina surgiu no ano em que a Espanha era país convidado na Feira do Livro de Frankfurt. Imagino que passou o mesmo com a Pindorama, não? A diferença é que a Cervantina vingou, hoje eles têm o patrocínio da Federação Espanhola de Futebol e viajam por aí mostrando o que todos, com um simples olhar, intuímos: quem escreve bem normalmente não tem intimidade nenhuma com a bola.

Meu amigo, ainda queria falar do Leivinha, do Linense e das sujeiras da FIFA, mas vai começar a cerimônia de abertura. Enorme simpatia pela Àfrica do Sul, mas vou torcer para o México porque meu cunhado, meus sobrinhos e a minha irmã são mexicanos. E estou com eles nesta viagem pela Itália. Viva México, ¡cabrones!

Viel - Bergamo, 11 de junho de 2026 (dia do início da Copa)

Jun 11
at
5:27 PM
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