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Em comportamento humano não existe destino.
#DicaDoTamerConfundir comportamento com identidade é um dos erros que quase todo mundo comete.
O que a gente chama de personalidade é uma construção. Uma programação mental. Um programa neurolinguístico.
Nós não nascemos prontos; chegamos como um livro aberto, cujas folhas estão em branco, prontas para serem preenchidas a partir de fatores biológicos e da forma como percebemos e interpretamos o mundo.
Por isso, desenvolvimento pessoal não é um trabalho para mudar quem você é, e sim para revelar quem você é. Não é sobre mudar você, mas mudar a forma como você funciona.
Isso significa que afirmar coisas desse tipo é um equívoco: “Eu sou assim: sou desconfiado(a) ou confiante demais; insensível ou intenso(a); uma pessoa fácil ou difícil etc.”
Por que, Tamer?
Porque você não é assim, você funciona assim. É muito diferente. Ou melhor, você aprendeu a funcionar assim.
O problema é que a gente vai aprendendo desde muito cedo e esquece que aprendeu. Esquece que tudo é aprendizagem e começa a chamar de jeito ou de personalidade.
Por isso, talvez a gente devesse trocar a pergunta estúpida “Por que eu sou assim?” por “Como faço para funcionar assim?”
Perguntar “Como?” traz clareza, e clareza abre espaço para a autorresponsabilidade.
Isso é importante porque toda mudança começa pela clareza e porque autorresponsabilidade é muito diferente de destino.
Em comportamento humano não existe destino. Existe gente vivendo como se fosse sentença aquilo que, na maioria das vezes, é apenas um padrão automático e inconsciente de funcionamento.
E existe a possibilidade de interromper isso. O seu destino é definido pelo que você faz, conscientemente ou não.
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Esta dica complementa a Provocatória, Carta #019: o que seus filhos estão aprendendo sem que você ensine. Você pode lê-la gratuitamente.


