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Relacionamentos saudáveis exigem pessoas dispostas a se curar.
#DicaDoTamer

Nenhum vínculo amadurece quando duas pessoas chegam feridas, defensivas, orgulhosas e, ainda assim, esperam que o relacionamento faça sozinho o trabalho que cada uma deveria fazer dentro de si.

Uma relação não cura sozinha quem se apega ao própria sofrimento e não é capaz de rever, por si só, padrões de comportamento tóxicos e disfuncionais.

Muita gente passa uma vida inteira esperando melhorar a relação com o(a) parceiro(a), os filhos, os pais ou os irmãos, mas não olha para as próprias feridas. Acha que o problema é sempre o outro, que se o outro mudar, tudo se resolve. Só que não.

Não adianta querer viver um relacionamento saudável e continuar alimentando os comportamentos que adoecem as relações: a necessidade de ter razão, o apego ao ressentimento, a incapacidade de pedir perdão, a covardia de evitar conversar difíceis e o hábito de projetar no outro a responsabilidade por feridas antigas.

Um relacionamento saudável não espera pessoas perfeitas, e sim dispostas a olhar para o que nelas ainda dói ou não se resolveu.

A verdade é que você não pode dar (nem receber) aquilo que não construiu dentro de si mesmo(a).

Há um jeito simples de perceber isso: observe o que acontece quando surge um conflito. Você usa o problema para se aproximar com mais verdade ou para atacar, se fechar e se punir? Porque relacionamento saudável não é aquele em que não há conflitos, falhas ou desconfortos. É aquele em que as pessoas envolvidas estão dispostas a se responsabilizar pela própria cura, em vez de transformar o outro em depósito da sua doença.

Antes de perguntar se a relação tem futuro, pergunte-se: estou, de fato, disposto(a) a curar o que em mim adoeceu?

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Esta dica complementa a Provocatória, Carta #022: a irmã que chegou fora do tempo. Você pode lê-la gratuitamente.

Carta #022: a irmã que chegou fora do tempo
May 21
at
4:34 PM
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