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Um líder não motiva sua equipe; ele pode, no máximo, incentivá-la.
#DicaDoTamer

Muitos líderes sofrem porque acreditam que é sua responsabilidade motivar seus liderados.

Por carregar nas costas o peso do estado de espírito da equipe, contratam palestras motivacionais, fazem discursos, ensaiam grito de guerra, leem trechos de livros de autoajuda para a equipe, colam frases de efeito nas paredes e depois se frustram porque percebem que, dias depois (às vezes horas), tudo voltou ao mesmo lugar: a estaca zero.

Motivação é movimento interno. Motivar não é função que se executa de fora para dentro, nasce do motivo (ou sentido) que uma pessoa reconhece nas próprias ações e escolhas.

Incentivo é movimento externo. Incentivar é a ação possível sobre as pessoas dentro de determinado contexto.

O líder pode criar as condições necessárias para incentivar sua equipe: preparar o ambiente, dar direção, trazer clareza, estabelecer metas, corrigir a rota, reconhecer os avanços e premiar os destaques.

Isso incentiva, estimula e favorece o movimento. Mas a decisão de se mover continua sendo individual.

Quando o líder confunde motivação com incentivo, assume uma responsabilidade que não é dele e tira da sua equipe uma responsabilidade que é dela.

O resultado costuma ser uma liderança cansada, exaurida, desestimulada e com a autoestima abalada.

Para calibrar sua liderança e a resposta da sua equipe, pergunte-se:

- Estou tentando fabricar motivação ou criando condições para que cada pessoa encontre motivo, autorresponsabilidade e comprometimento?

O líder não é animador de auditório.

Liderar é, entre outras coisas, construir um ambiente onde a ação faça sentido, o compromisso tenha consequência e cada um entenda o seu papel no grupo.

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Esta dica complementa a Provocatória, Carta #025: liderança é exemplo. Você pode lê-la gratuitamente.

Carta #025: liderança é exemplo
Jul 3
at
6:01 PM
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